Atenção

Todos os textos do blog são de minha autoria (Eduardo Gonçalves Monteiro) assim como as imagens postadas a partir do dia 1 de maior de 2010. Caso pretenda utilizar algum texto do blog de os devidos créditos ao autor e ao blog.

domingo, 26 de junho de 2011

Identidade



Identidade, na carteira, no perfil. Online. Identidade, no álbum. De fotos. Da mãe. Do pai. Identidade, no histórico. De pesquisa. Escolar. Identidade, nome. Nome? Falso! Na esquina, na bolsa que orbita ao redor do dedo. Puta. Na festa, na mão do armário que compara. Foto com rosto. Rosto com foto. Identidade? Sexual. Macho, Fêmea. Polemica. Tabu?

Identidade. Quem sabe? O que? É! O que é?! De que importa? Importa? Não me importa.

Identidade. Muda? Escolha? Vende?

Aonde compro?

“É obrigatório o porte de...”

Identidade?

sábado, 14 de maio de 2011

Intimo


Eu escolhi, meus gostos, meus sonhos, minhas vontades. Escolhi meus prediletos, cores, sabores, odores, prediletos. Preferidos. Incompletos. Escolhi o que querer, escolhi por quem torcer, eu escolhi. Só não escolhi você. Talvez por isso sejas meu querer mais desquerido, por não lhe ter escolhido, por não ser meu capricho, talvez tenha se tornado o mais doloroso dos meus favoritos, o mais distante. Talvez por não, talvez por ser.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Je Suis


Enquanto as lágrimas dilaceravam meu rosto, marcando meu rosto, marcando meu rosto. Nesse momento me dei conta que dar a volta era simples escolha minha, questão puramente optativa, eu me dei conta de que eu era maior que toda minha dor, que eu era superior as lágrimas que me destruíam. Eu me dei conta que minha vida ainda respirava, que eu ainda poderia ir tão longe quanto eu quisesse, a final, eu era maior que toda a mágoa que eu tinha e serei sempre maior que essa mágoa, EU SOU MAIOR QUE OS MEUS MEDOS! Sou maior que qualquer dos meus pesares, eu sou.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Heróis


Pessoas morrem em todos os lados, morrem por justiça, morrem por SUA justiça. Morrem pela justiça ALHEIA. Morrem, morrem, morrem. Não existem vilões, não existem heróis, só existem pessoas. Pessoas, animais, irracionais como podem ser, irracionais porque sabem ser muito alem de um herói. Mas ainda assim são o que podem fazer. São o que vão morrer fazendo, são o que viveram em eterna glória na alma de ao menos uma pessoa, ao menos na alma de quem lhe ama.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Azul


Eu só quero poder fingir que meu céu ainda é azul, pois até agora só o que vejo são nuvens negras. Tempestuosas.

Estou tão alto que as nuvens que precipitam sobre meus olhos me impedem de olhar o que está abaixo de mim, já me falta fôlego, pois este se esvaiu enquanto eu tentava. Tentava?

Estou pedindo, por favor, como o último pedido de um moribundo, por favor, me deixe fingir que o céu ainda é azul, pois amanhã é certo que só o verei vermelho.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Perda

Onde se perdem as vidas com o passar dos dias, questiona-se a necessidade do que se perdia. Ecoava na cabeça de quem não mais vivia o que deles os anos fariam, se é que anos ainda passariam. Correm no tempo areias passadas e esperamos cair areias sofridas. Dor já não existe nesta terra de agonia. Dor já não existe na terra dos desesperados.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Grito




Gritar tão alto pode ser passado quando já não se tem mais voz para urrar, não existe sequer pranto de louvor. Não que exista apenas amor, é só que já não existe mais AQUELE amor, amor próprio, amor que exige luta, que não se rende a soberba soberania.
Gritar deixa de ser algo quando já não se grita mais, não que a esperança tenha se tornado palpável, apenas nos esquecemos dessa esperança que um dia nos deu força para em fim... Gritar.