Atenção

Todos os textos do blog são de minha autoria (Eduardo Gonçalves Monteiro) assim como as imagens postadas a partir do dia 1 de maior de 2010. Caso pretenda utilizar algum texto do blog de os devidos créditos ao autor e ao blog.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Perda

Onde se perdem as vidas com o passar dos dias, questiona-se a necessidade do que se perdia. Ecoava na cabeça de quem não mais vivia o que deles os anos fariam, se é que anos ainda passariam. Correm no tempo areias passadas e esperamos cair areias sofridas. Dor já não existe nesta terra de agonia. Dor já não existe na terra dos desesperados.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Grito




Gritar tão alto pode ser passado quando já não se tem mais voz para urrar, não existe sequer pranto de louvor. Não que exista apenas amor, é só que já não existe mais AQUELE amor, amor próprio, amor que exige luta, que não se rende a soberba soberania.
Gritar deixa de ser algo quando já não se grita mais, não que a esperança tenha se tornado palpável, apenas nos esquecemos dessa esperança que um dia nos deu força para em fim... Gritar.

sábado, 11 de dezembro de 2010


São tantas vidas que eu nem me lembro nos sonhos quantas já vivi. E se passaram outonos até não ter mais folhas pra cair, cada silencio em seu próprio ser. Tantas essências que já senti das flores que um dia vou colher, que saibam os seus céus que os meus ainda estão por vir. Quem sabe em um sonho da vida vou gargalhar. Quem sabe ao certo quem vai falar ou vai partir, então que deixe falar as asas que não voam mais, pois de velhas estão repousando, sem pesar algum de um dia terem ficado assim.




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rosa Fúnebre



Toco,

Com mãos inexistentes

E desejo utópico,

Seus mais lindos sonhos.

Mergulho em toda a sua existência

E me enxáguo em toda a sua infinidade,

Deleitando-me em cada mundo

Que existe em você.

Perco o meu fôlego

Ao me esbanjar de sua vida.

Logo,

Abandono a existência que tive

Recriando-me,

Fazendo de mim algo novo.

Utópico em você.

Por fim,

Toco-lhe a vida,

Com mãos destoadas,

E vejo cada devaneio seu,

Cada delírio

Ou sinal de insana sanidade,

Murchar em rosa fúnebre

Se esvai,

Simples e perfeita,

No mais lindo dos silêncios.

Acabou...

sábado, 9 de outubro de 2010

Você




A cálida vida

Que em mim habita,

Anseia em desespero

Voar em longas asas

Até aonde for possível.

A tênue linha venosa,

Que corre por sob a pele,

Palpita forçada por meu peito

E me desembesta de aptidão.

Estou cheio,

Tão cheio que temo,

Temo que se esvaia

Tal ardor de minha vida.

Sinto que posso mudar o mundo,

Criando um novo todo do zero

Posso ser,

Posso estar.

Posso!

Graças a você

Sinto que não devo,

Não preciso

Temer.


na minha escola teve um concurso de textos, só podia escrever 2 textos, eu escrevi 3 e descartei esse.

domingo, 25 de julho de 2010

Doce

Ainda me lembro do quão doce eram meus sonhos, sonhos tão doces que eu queria poder ter uma vez mais. Eram sonhos infindáveis, em que eu podia ser o que quisesse ser, sem medo do que o mundo pudesse pensar. Ah! Essa saudade que me mata, saudade desses doces sonhos em que nada me abalava, sonhos tão inocentes, singelos, sem motivos para me arrepender. Sonhos em uma nuvem de esperança, que faz muito tempo não tenho mais, sonhos que desconheciam a palavra IMPOSSÍVEL.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Quase 30



Quase 30

Ao contrário do habitual, com um choque ela despertou de um sonho no topo de sua prisão. Ela fugiu de sua torre, já tem quase 30 e nenhum príncipe veio lhe resgatar, perdidos estão seus sonhos e sua esperança. São quase trinta e as mãos estão ensanguentadas, matou uma bruxa e ainda matará mil dragões se for preciso. São quase 30 anos, já não pode mais esperar o príncipe que nunca chegará em sua vida. A luta é toda dela.