Atenção
Todos os textos do blog são de minha autoria (Eduardo Gonçalves Monteiro) assim como as imagens postadas a partir do dia 1 de maior de 2010. Caso pretenda utilizar algum texto do blog de os devidos créditos ao autor e ao blog.
domingo, 3 de março de 2013
Rota Alterada
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Flor de Chamariz
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Boemia
quinta-feira, 8 de março de 2012
ça va

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Passos de criança

Vamos parar, por um minuto apenas. Um minuto para respirar.
E se a gente voltasse? Voltasse para quando tínhamos pernas menores, pernas de criança. Nossos passos não seriam mais tão largos. Seriam calmos.
Nossos risos seriam mais ingênuos, mais delicados. E não teriam mentiras só brincadeiras.
E por falta de maldade, não haveria ciúmes. Só o tempo, tempo que não nos importaria. Para que nos preocuparmos com algo que não nos pertence?
Então vamos andar com calma, com nossos passos de criança.
domingo, 4 de dezembro de 2011
O Ciborgue

Estou agora na sala de espera do dentista, até segundos atrás eu contava o tempo pelo barulho que fazia o relógio quando se movimentavam os ponteiros, somente o parei de fazer quando um filme na televisão chamou minha atenção. O filme fala de um policial que após sofrer um acidente é reconstruído com partes robóticas, chamam-no de ciborgue.
Ciborgue é um ser que já foi humano um dia, mas que se tornou máquina, fria máquina de lata.
- Valéria – chamam meu nome da sala do médico, dirijo-me para o consultório pensando nos ciborgues.
Lembro-me de você. Lembro-me das noites em que você vai trabalhar e só volta quando todos dormem. Todos, palavra pesada demais para descrever a mim e ao filho, nosso filho, negligenciado afetivamente por sua parte. Também me vêm à mente as noites em que procuro seu corpo à cama e nada encontro. Que falta me faz o tempo em que você era feito de cálida carne e não de lata, gélida.
- Pode cuspir – falou o dentista, obedeço e volto aos meus pensamentos.
Gelado é também seu coração, talvez quando lhe reconstruíram esqueceram tal parte, talvez. Um coração somente atrapalharia seu objetivo, máquinas são feitas para trabalhar e não amar. Ao menos me prendo à idéia de que se esforça tanto para termos o melhor, para que nossa cria cresça bem e tenha um bom emprego. Devemos trocar agora seu pulso por fluido e seu cérebro por um drive?
Não quero que ele fique assim.
Máquina.
Saio do consultório, ainda rodeada por estes pensamentos, sequer me recordo do que me fora dito na consulta. Dou-me conta de que ainda passava o filme, sento-me e assisto. Desejando, silenciosamente, que o ciborgue reaja a algo com humanidade.
Para meu conforto, ao final do filme o policial derrama uma lágrima e quebra um pouco a imagem dura do ferro, mostra que lá no fundo, a parte humana, minúscula e fraca, ainda se manifesta. Quem sabe? Quem sabe você ainda está ai, embaixo das chapas, em baixo de sua armadura.
Sei que esta noite dormirei mais tranqüila, terei nos sonhos alguma esperança de mudança, certamente boas mudanças.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Gire

E quando por fim se vão, deixam gravadas no chão, marcas de suas vidas.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
flores

Rosas despedaçadas e ternos pretos. É assim que você está me deixando. Dentro de sua caixa de carvalho, sua cama para a eternidade. Deixando para trás apenas seu cheiro, engarrafado. Todos me dizem que você está em um lugar melhor, mas eu sei que não é verdade.
Como podem 7 palmos abaixo da terra ser um lugar melhor?
domingo, 21 de agosto de 2011
Bullying
- É somente com palavras que matamos pessoas, dizendo ou calando, roubamos almas e as despedaçamos. Com palavras. Levamos a loucura, exacerbamos, extrapolamos a ponto de não mais poder ver a limiar do que se pode suportar.
domingo, 26 de junho de 2011
Identidade

Identidade, na carteira, no perfil. Online. Identidade, no álbum. De fotos. Da mãe. Do pai. Identidade, no histórico. De pesquisa. Escolar. Identidade, nome. Nome? Falso! Na esquina, na bolsa que orbita ao redor do dedo. Puta. Na festa, na mão do armário que compara. Foto com rosto. Rosto com foto. Identidade? Sexual. Macho, Fêmea. Polemica. Tabu?
Identidade. Quem sabe? O que? É! O que é?! De que importa? Importa? Não me importa.
Identidade. Muda? Escolha? Vende?
Aonde compro?
“É obrigatório o porte de...”
Identidade?
sábado, 14 de maio de 2011
Intimo

Eu escolhi, meus gostos, meus sonhos, minhas vontades. Escolhi meus prediletos, cores, sabores, odores, prediletos. Preferidos. Incompletos. Escolhi o que querer, escolhi por quem torcer, eu escolhi. Só não escolhi você. Talvez por isso sejas meu querer mais desquerido, por não lhe ter escolhido, por não ser meu capricho, talvez tenha se tornado o mais doloroso dos meus favoritos, o mais distante. Talvez por não, talvez por ser.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Je Suis

sexta-feira, 25 de março de 2011
Heróis

Pessoas morrem em todos os lados, morrem por justiça, morrem por SUA justiça. Morrem pela justiça ALHEIA. Morrem, morrem, morrem. Não existem vilões, não existem heróis, só existem pessoas. Pessoas, animais, irracionais como podem ser, irracionais porque sabem ser muito alem de um herói. Mas ainda assim são o que podem fazer. São o que vão morrer fazendo, são o que viveram em eterna glória na alma de ao menos uma pessoa, ao menos na alma de quem lhe ama.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Azul

Estou tão alto que as nuvens que precipitam sobre meus olhos me impedem de olhar o que está abaixo de mim, já me falta fôlego, pois este se esvaiu enquanto eu tentava. Tentava?
Estou pedindo, por favor, como o último pedido de um moribundo, por favor, me deixe fingir que o céu ainda é azul, pois amanhã é certo que só o verei vermelho.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Perda

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Grito

Gritar deixa de ser algo quando já não se grita mais, não que a esperança tenha se tornado palpável, apenas nos esquecemos dessa esperança que um dia nos deu força para em fim... Gritar.
sábado, 11 de dezembro de 2010

São tantas vidas que eu nem me lembro nos sonhos quantas já vivi. E se passaram outonos até não ter mais folhas pra cair, cada silencio em seu próprio ser. Tantas essências que já senti das flores que um dia vou colher, que saibam os seus céus que os meus ainda estão por vir. Quem sabe em um sonho da vida vou gargalhar. Quem sabe ao certo quem vai falar ou vai partir, então que deixe falar as asas que não voam mais, pois de velhas estão repousando, sem pesar algum de um dia terem ficado assim.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Rosa Fúnebre

Toco,
Com mãos inexistentes
E desejo utópico,
Seus mais lindos sonhos.
Mergulho em toda a sua existência
E me enxáguo em toda a sua infinidade,
Deleitando-me em cada mundo
Que existe em você.
Perco o meu fôlego
Ao me esbanjar de sua vida.
Logo,
Abandono a existência que tive
Recriando-me,
Fazendo de mim algo novo.
Utópico em você.
Por fim,
Toco-lhe a vida,
Com mãos destoadas,
E vejo cada devaneio seu,
Cada delírio
Ou sinal de insana sanidade,
Murchar em rosa fúnebre
Se esvai,
Simples e perfeita,
No mais lindo dos silêncios.
Acabou...
sábado, 9 de outubro de 2010
Você

A cálida vida
Que em mim habita,
Anseia em desespero
Voar em longas asas
Até aonde for possível.
A tênue linha venosa,
Que corre por sob a pele,
Palpita forçada por meu peito
E me desembesta de aptidão.
Estou cheio,
Tão cheio que temo,
Temo que se esvaia
Tal ardor de minha vida.
Sinto que posso mudar o mundo,
Criando um novo todo do zero
Posso ser,
Posso estar.
Posso!
Graças a você
Sinto que não devo,
Não preciso
Temer.
na minha escola teve um concurso de textos, só podia escrever 2 textos, eu escrevi 3 e descartei esse.
domingo, 25 de julho de 2010
Doce

Ainda me lembro do quão doce eram meus sonhos, sonhos tão doces que eu queria poder ter uma vez mais. Eram sonhos infindáveis, em que eu podia ser o que quisesse ser, sem medo do que o mundo pudesse pensar. Ah! Essa saudade que me mata, saudade desses doces sonhos em que nada me abalava, sonhos tão inocentes, singelos, sem motivos para me arrepender. Sonhos em uma nuvem de esperança, que faz muito tempo não tenho mais, sonhos que desconheciam a palavra IMPOSSÍVEL.


